2º Workshop de Assistência Técnica do Fórum de Prefeitos/as fortaleceu a formulação de projetos climáticos financiáveis
Realizado em 25 de julho pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia na América Latina, o encontro orientou equipes municipais na transformação de soluções climáticas em projetos com objetivos, escopo, indicadores, impacto e gestão de riscos.
O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia na América Latina (GCoM) realizou, em 25 de julho, o 2º Workshop Virtual de Assistência Técnica 2026 do Fórum de Prefeitos/as, com o objetivo de fortalecer as capacidades das 16 cidades membros do Fórum de Prefeitos na formulação de projetos climáticos e no acesso ao financiamento.
O encontro reuniu equipes técnicas de municípios membros do Fórum e deu continuidade ao processo de assistência técnica iniciado em 2026, orientado ao desenvolvimento de notas conceituais que irão compor um portfólio inicial de projetos climáticos em setores prioritários para a região, como adaptação, gestão de resíduos e mobilidade sustentável.
O workshop foi conduzido por Letícia Sibinelli, assessora institucional e de dados do GCoM Latam, e por Guillermo Piñones, especialista em financiamento climático do GCoM Latam, que orientaram os municípios na estruturação de suas propostas e na identificação dos elementos necessários para que uma solução climática avance rumo a um projeto financiável.
Durante o encontro, as cidades receberam orientações para avançar na estruturação da Seção B de suas notas conceituais, dedicada à definição da solução e da ideia de projeto. A agenda abordou temas como justificativa, objetivos, escopo, impacto esperado, beneficiários, co-benefícios e análise de riscos.
Um dos principais pontos trabalhados foi a diferença entre uma solução técnica e um projeto financiável. “Uma solução climática precisa ser traduzida em uma proposta clara, viável e mensurável, com objetivos, indicadores, responsáveis, orçamento e uma lógica de implementação”, destacou Guillermo Piñones.
Da solução ao projeto
O workshop reforçou que o financiamento climático é concedido a projetos, e não apenas a ideias ou soluções técnicas. Por isso, as propostas municipais precisaram partir de diagnósticos sólidos, evidências locais e uma compreensão clara das causas que originaram cada problema climático.
A assistência técnica também orientou as cidades a evitar generalidades e a incorporar dados específicos sobre o território, a população beneficiária, as capacidades institucionais existentes e as lacunas que ainda precisam ser superadas para avançar rumo à implementação.
Nesse processo, as equipes municipais analisaram como priorizar soluções a partir de critérios como efetividade climática, viabilidade técnica, relação custo-benefício, capacidade institucional, aceitação social, co-benefícios, financiabilidade e tempo de impacto.
Impacto, benefícios e gestão de riscos
A segunda parte do workshop foi dedicada ao fortalecimento das propostas. As equipes discutiram como explicar a cadeia de impacto de cada projeto, desde insumos e atividades até produtos, resultados e impactos esperados.
O exercício também destacou a importância de identificar beneficiários diretos e indiretos, assim como os co-benefícios sociais, ambientais, econômicos e institucionais de cada intervenção. Essa abordagem permitiu conectar a ação climática a temas como equidade, saúde, geração de emprego, redução de vulnerabilidades e melhoria da qualidade de vida nas cidades.
Outro eixo central foi a gestão de riscos. O workshop abordou a necessidade de que os projetos identifiquem riscos técnicos, financeiros, climáticos, ambientais, sociais, políticos, institucionais, regulatórios e legais.
“Um fundo climático não financia apenas uma solução técnica. Ele financia o impacto prometido e a confiança de que o município sabe gerir o que pode sair do planejado”, afirmou Guillermo Piñones.
Próximos passos da assistência técnica
Durante o workshop, o Pacto também apresentou os próximos passos do processo de assistência técnica. Entre eles, estiveram o período de consultas sobre a Seção B, a publicação de respostas consolidadas, a realização de reuniões setoriais com especialistas em adaptação, gestão de resíduos e mobilidade, e o envio das minutas de projeto por parte de cada município.
A assistência técnica 2026 busca apoiar as cidades em um processo gradual de amadurecimento de seus projetos, desde a identificação de desafios climáticos até a construção de projetos mais robustos e preparados para dialogar com financiadores.
Com essa agenda, o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia na América Latina reforça seu papel como plataforma de apoio técnico, cooperação regional e articulação entre cidades. O objetivo é contribuir para que a ambição climática local avance rumo a projetos implementáveis, com impacto mensurável e benefícios concretos para as comunidades.






