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Pacto de Prefeitos participa da I sessão presencial de 2023 do Fórum das Cidades Pan-Amazônicas (FCPA)

12 de maio de 2023. Florencia, Colômbia. O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), financiado pela União Europeia, esteve presente na I sessão presencial de 2023 do Fórum das Cidades Pan-Amazônicas (FCPA). Entre 11 e 12 de maio, representantes dos municípios de Colômbia, Bolívia, Peru e Brasil se reuniram na cidade de Florencia (Colômbia) a fim de avançar na luta climática.  Florencia é a cidade mais populosa da Amazônia colombiana e este ano foi sede do fórum, apenas um ano após sua adesão ao Pacto.

Os objetivos desta sessão foram conhecer e tornar visíveis as experiências de conservação e de soluções baseadas na natureza na região Pan-Amazônica e as oportunidades para os governos locais com o marco global de biodiversidade; bem como promover o intercâmbio de experiências entre as cidades amazônicas e facilitar o compromisso com as agendas de biodiversidade e mudança climática regional e internacional.

Durante a abertura do encontro, o prefeito Luís Antonio Ruiz, do município de Florencia anunciou que, no âmbito da estratégia nacional na Colômbia – implementada pelo ICLEI, pela Federação Colombiana de Municípios e pela Associação Colombiana de Cidades Capitais – começarão a trabalhar na elaboração do Plano de Ação Climática e no inventário de Gases de Efeito Estufa da cidade. O prefeito destacou que ano passado foi sua primeira participação no fórum, na cidade colombiana de Leticia e, um ano depois, sua cidade começa a concretizar seu trabalho técnico para fazer frente às mudanças climáticas.

A assessora técnica do Pacto, Belén Jiménez, apresentou o projeto na mesa de diálogo “Medidas de conservação nas cidades Pan-Amazônicas” e explicou alguns dos benefícios de fazer parte deste compromisso global. Durante o debate, as cidades pan-amazônicas conversaram sobre as experiências e iniciativas que estão desenvolvendo para preservar a biodiversidade em seus ambientes urbanos.  A sessão esteve centrada em entender que as cidades amazônicas são também territórios que devem ser preservados, já que estão estreitamente ligadas aos desafios do contexto rural amazônico, pois dois terços da população da Amazônia vive em núcleos urbanos.

“O GCoM é um projeto de diplomacia climática local e, neste fórum, buscamos o intercâmbio de boas práticas entre cidades amazônicas que compartilham desafios e temas de interesse que vêm se aprofundando desde o fórum do ano passado: a necessidade de fontes alternativas de energia, a luta contra o desmatamento, o reforço de conhecimentos técnicos nas prefeituras. Acreditamos que as cidades da Amazônia têm muito a contribuir na agenda de mudança climática, e o Pacto é um compromisso que busca colocar as vozes dos governos locais amazônicos no centro do debate regional e internacional”, disse Jiménez.

Para os representantes do Ministério do Meio Ambiente de Colombia, Francisco Rodríguez e Mario Orlando López, a agenda territorial dos países amazônicos avançou muito, mas para as cidades é fundamental passar à ação em matéria de mudança climática. “Há temas transversais nas cidades que participam deste fórum: é importante pensar na Urbanização das cidades a partir de outro paradigma do bem-estar nas cidades. Como devolvemos à natureza o que ela nos dá? Esse é o foco da discussão agora em nossas cidades. Temos muito a aprender com as cidades pequenas, elas têm essa relação com a natureza e é delas que devemos começar a aprender”, disse Rodríguez.

Sérgio Brazão, Secretário Especial de Mudanças Climáticas – Belém (Brasil), anunciou a importância que supõe para esta cidade amazônica ser a sede da próxima COP 30. Além disso, fez um apelo à proteção dos biomas dos países que fazem parte da Amazônia. “Nossa voz unida na COP 30 chamará a atenção para o nosso bioma. Vivemos em um bioma enorme e muito importante e se suas condições forem alteradas, se houver desmatamento e devastação, isso afetará não apenas a vida da população, mas também outros ambientes da América do Sul. Por isso é importante que todas as vozes da Amazônia estejam unidas”, ressaltou.

O FCPA foi criado em 2020 para fortalecer a representatividade e capacidade de incidência regional e internacional dos governos locais da região amazônica. É um espaço que promove o intercâmbio de experiências e a cooperação regional descentralizada, especialmente no que diz respeito às iniciativas para o desenvolvimento urbano e territorial sustentável.

Adesão ao Pacto:

Durante o evento, ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia se somaram o município de Solita e de Belén dos Andaquies (Colômbia), bem como a cidade de Huánuco, no Peru. A cidade de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), que aderiu ao Pacto no ano passado, participou pela primeira vez do FCPA, sendo a primeira cidade boliviana a participar do encontro.

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