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Governos locais e especialistas do GCoM compartilham suas perspectivas sobre desafios, soluções e maneiras de acelerar a ação climática nas Américas durante a COP26

Promovemos hoje (11) um importante encontro entre cidades das Américas na COP26. Em parceria com Iclei e WWF Cities, o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM) Américas reuniu prefeitos, prefeitas e lideranças para um diálogo sobre desafios, soluções e caminhos para acelerar a ação climática na região. 

A experiência de Barcelona, Espanha, expôs como a cooperação com os governos locais e regionais pela ação climática tem atuado, demonstrando que o Pacto Global de Prefeitos funciona e traz resultados concretos, como apontou a presidente do Conselho Provincial de Barcelona, Núria Marín. 

As experiências apresentadas pelas cidades membro do GCoM mostram que a ação climática é uma tarefa desafiadora, mas ainda é o único caminho possível para viabilizar um futuro sustentável, justo e igualitário. Entretanto, tomar ações mais ambiciosas ainda é um desafio para os governos locais, especialmente em cidades de médio e pequeno porte, como apontaram a prefeita de Brasiléia, Brasil, Fernanda Hassem, e o prefeito de Bell Ville, Argentina, Carlos Briner.

Os problemas são diversos. Desde a migração climática, que já é uma realidade, e a polarização política da crise climática, citado pelo prefeito de Roeland Park, Estados Unidos, Mike Kelly,  até aspectos mais específicos da ação diária das cidades, como a falta de capacitação e recursos humanos, a alta taxa de pobreza, o crescimento rápido e não planejado e a competição por recursos financeiros. 

Os caminhos para superar estes desafios se apresentam principalmente por duas vias: a ação multinível e a cooperação entre cidade e regiões na busca por recursos técnicos e apoio financeiro. O exemplo trazido pelo prefeito Mike Kelly mostra como o trabalho colaborativo pelo clima é possível. Com o apoio técnico do GCoM foi desenvolvido um plano regional de ação climática  para a região de Kansas City. Por meio desse plano climático regional, a cidade possui agora um plano climático com um inventário abrangente de emissões e uma avaliação de risco climático e de vulnerabilidades. 

O compartilhamento de conhecimento e a troca de experiências entre cidades foi apontado pelos participantes como um elemento essencial para avançar nas ações locais sem a necessidade de partir do zero. A inspiração em casos bem sucedidos e que podem ser adaptados aos seus problemas traz a possibilidade de agir mais rapidamente e de forma mais assertiva. 

A lição apreendida deste encontro é mais uma vez a de que o clima conecta tudo, desconhecendo os limites territoriais criados pelos humanos. Por isso, em vez de assumirmos cada vez mais compromissos individualizados, precisamos  criar uma voz uníssona  e atuar em conjunto, principalmente através das diversas redes de governos locais que integram e apoiam a implementação do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia nas Américas.  Como apontou a professora da Universidade Simon Fraser, Shauna Sylvester, juntas, as cidades podem trazer investimentos, encontrar novas ferramentas de financiamento e advogar pelas causas locais em um espectro mais amplo.

A mudança climática já está afetando as cidades de formas imprevisíveis. Mas, como ressaltou a prefeita de Moncton, Canadá, Dawn Arnold, fenômenos extremos como a Covid-19, nos mostram que podemos realizar mudanças substanciais quando queremos e que não precisamos esperar a situação climática se tornar ainda mais grave para agir.

Como enfatizou o prefeito da Região Metropolitana de Lima, Peru, e membro da Junta Diretiva do GCOM, Jorge Muñoz Wells, é necessário e imprescindível que encontremos estratégias e soluções que permitam às cidades pequenas se somarem e darem escala a suas ações climáticas. O GCoM trabalha para que as cidades tenham o apoio necessário para planejar e implementar ações climáticas. 

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